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A Batalha do Nilo e a maior lição para seus investimentos

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Renato Eid Tucci
Renato Eid Tucci

Renato Eid Tucci atua no mercado financeiro desde 1998. É sócio e Portfolio Manager da Itaú Asset Management. É membro da Câmara de Equities da B3 e conselheiro da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec).

Em seu livro Coming into View (How AI and Other Megatrends will shape your investments) Joe Davis traz inúmeros exemplos sobre ciclos econômicos e a importância da diversificação em investimentos. Em um deles, o autor narra um evento ocorrido em 1798, na Baía de Abukir, a Batalha do Nilo. De um lado, a poderosa frota francesa de Napoleão. Do outro, a esquadra britânica comandada pelo Almirante Nelson. Os franceses acreditavam estar protegidos ancorando seus navios próximos à costa, formando uma linha aparentemente defensiva e concentrada.

O erro foi estratégico.

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Nelson atacou por dois lados. Parte da frota britânica passou entre os navios franceses e a costa, algo considerado improvável. O resultado foi devastador. A concentração excessiva tornou a frota francesa vulnerável. Quando a linha foi rompida, todo o sistema colapsou.

O que isso tem a ver com seus investimentos?

Tudo.

Muitos investidores, sem perceber, fazem o mesmo que a França naquela noite. Concentram patrimônio em poucos ativos, um único país, uma única moeda ou apenas uma classe de investimento. Enquanto o cenário é favorável, a estratégia parece funcionar. Mas basta um evento inesperado para expor a fragilidade da concentração.

Diversificação não é sobre “ter muitos produtos”. É sobre reduzir dependência de um único risco.

Uma carteira equilibrada combina diferentes motores de retorno: renda fixa e renda variável, Brasil e exterior, ativos defensivos e ativos de crescimento. Quando um lado sofre pressão, outro pode compensar. Não se trata de eliminar volatilidade, mas de evitar que um único choque comprometa todo o patrimônio.

E aqui entram os ETFs.

Com uma única aplicação, é possível acessar dezenas ou até centenas de ativos. Um ETF de índice amplo como o BOVV11 replica um mercado inteiro. Já o DIVO11 foca nas empresas com maior consistência no pagamento de dividendos.

Um ETF de renda fixa como o B5P211 distribui risco entre vários títulos Tesouro IPCA enquanto o IDKA11 diversifica seus investimentos em títulos do tesouro pré-fixados. O LFTI11 traz o porto seguro dos títulos pós-fixados.

Os ETFs internacionais como TECK11 e SPXI11 adicionam proteção cambial e exposição a economias diferentes da brasileira. Por outro lado, o SPXR11 te dá acesso as 500 maiores empresas americanas com a segurança do tesouro Selic.

Indo além, o BITI11 (Bitcoin) e o GLDI11 (Ouro + Tesouro Selic) proporcionam investimentos que trazem descorrelação dos ativos tradicionais.

Essa combinação cria algo que a frota francesa não tinha: flexibilidade.

O investidor não controla diversos elementos, mas controla a forma como seu patrimônio está distribuído.

No mercado, sobreviver aos choques é mais importante do que vencer uma única batalha.

E diversificação é a sua melhor estratégia de defesa.

Acesse o site ITNOW para saber mais sobre os ETFs da Itau Asset: www.itnow.com.br

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