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Made in China

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Renato Eid Tucci
Renato Eid Tucci

Renato Eid Tucci atua no mercado financeiro desde 1998. É sócio e Portfolio Manager da Itaú Asset Management. É membro da Câmara de Equities da B3 e conselheiro da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec).

O Made in China está de cara nova. O país está entrando em uma nova fase do seu modelo econômico. Os planos quinquenais recentes deixam claro o direcionamento: menos dependência externa e mais foco em produtividade, inovação e fortalecimento interno. O crescimento projetado ao redor de 5% ao ano vem acompanhado de uma mudança qualitativa importante: não é apenas crescer mais, mas crescer melhor.

O país já lidera pilares estratégicos da economia global. Possui um dos menores custos de produção em energia, domina cerca de 85% do refino de terras raras, concentra metade da capacidade global de baterias e responde por uma parcela significativa dos registros globais de patentes. Além disso, é o segundo maior mercado de capitais global, com cerca de US$ 16 trilhões.

O que o mercado começa a precificar não é apenas a China como “fábrica do mundo”, mas como protagonista em tecnologia, transição energética e inovação. Uma mudança importante para quem antes era vista como fornecedora de produtos de baixo valor agregado.

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Qual a relevância para seus investimentos?

A China passa a ser menos cíclica e mais estrutural dentro da alocação global. Isso muda o papel da China na carteira.

Historicamente vista como uma aposta tática ou de crescimento, ela passa a ter características de alocação estrutural. Não apenas pelo tamanho, mas pela diversificação que oferece.

A questão deixa de ser “se investir na China” e passa a ser “qual o tamanho dessa exposição dentro do portfólio”. É aqui que entra o ETF SILK11.

O ETF oferece acesso direto e eficiente à economia chinesa por meio de empresas listadas, capturando exatamente essa nova fase de crescimento. Para o investidor que deseja capturar essa oportunidade de forma eficiente e diversificada, o SILK11 é composto por um conjunto amplo de companhias alinhadas com essa transição econômica.

Um exemplo recorrente na China é a transformação de nichos industriais em mercados de escala massiva: componentes usados em infraestrutura de veículos elétricos, antes dominados por fabricantes europeus, agora são produzidos na China em larga escala com preços bem menores do que os praticados anteriormente.

Dessa forma, fabricantes de veículos elétricos chinesas, tem conseguido reduzir o preço médio de venda por carro ao longo dos anos em cerca de 20%. Isso mesmo considerando uma adoção maior de tecnologia e refinamento dos seus modelos.

Outra frente importante é o que a China tem feito no campo da IA ficam claros esses avanços. A diferença para os modelos americanos, que era significativa em 2023, diminuiu bastante até o início de 2025 e desde então tem se mantido pequena. Em fevereiro de 2025, a diferença entre o principal modelo americano e o chinês era praticamente nula (apenas 0,4%). Ao longo do último ano, essa diferença oscilou entre quase igualdade e níveis baixos, indicando uma clara convergência entre os dois países.

Performance de Modelos Americanos x Chineses

Source: Arena, 2026 | Chart: 2026 AI Index report

Em um mundo competitivo e de alta volatilidade, ignorar a China pode ser tão arriscado quanto superestimar seus problemas. Diversificar também é uma decisão estratégica.

Seu papel na carteira ajuda como componente de diversificação internacional, exposição a crescimento estrutural e acesso simplificado a um mercado complexo.

A China não é mais apenas uma história de crescimento. É uma história de transformação estrutural.

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